A 31 de
julho de 1995 foi lançada a Lotaria Instantânea, com o principal objetivo de
financiar as políticas sociais do Estado com particular abrangência nas áreas
da Saúde, Solidariedade Social, Desporto e Cultura.
Em
março de 2010, a Lotaria Instantânea assumiu uma nova identidade, sob a marca
comercial “Raspadinha”. Nesse mesmo ano, foi lançado um jogo (nº 151)
com o mesmo nome – Raspadinha –, que assinalou a introdução de mais e melhores
prémios, previstos após as alterações fiscais já efetuadas, em outubro de 2009,
nos Jogos Sociais do Estado, quando os prémios dos jogos deixaram de ser
tributados em sede de IRS.
Inserida
na categoria das lotarias, a Raspadinha distingue-se das demais lotarias
nacionais na medida em que os seus prémios são atribuídos de forma imediata,
não sendo necessário esperar por um sorteio ou escrutínio. Caracteriza-se ainda
pela exploração da emissão de jogos independentes (autónomos), em que cada jogo
obedece a um plano de prémios previamente estruturado que define as categorias,
quantidades e valores de prémios a atribuir, face à emissão total de bilhetes
de cada jogo. Os jogos distinguem-se entre si não só pelos diferentes temas,
cores e design, como também pelas próprias mecânicas de jogo.
A 1 de
julho de 2013, a Raspadinha passou a ser disponibilizada também no canal digital,
contando na altura uma oferta inicial de 19 jogos, que entretanto, tem vindo a ser alargada. Neste canal, os jogos disponíveis
apresentam, habitualmente, emissões mais reduzidas, que variam entre os 500 mil
e os 9 milhões de bilhetes. Regra geral, os jogos disponibilizados no canal digital
diferem dos jogos disponíveis na rede de mediadores, nomeadamente nos nomes,
mecânicas e temas atribuídos. Mesmo quando constituem jogos que replicam outros
disponibilizados na rede de mediadores, uma vez disponíveis no canal digital podem
apresentar diferenças significativas comparativamente à versão física,
nomeadamente no número de bilhetes emitidos e na quantidade e valor dos prémios
a distribuir.
Os
jogos da Raspadinha atualmente disponíveis, em ambos os canais, apresentam
emissões que variam entre 1 e 40 milhões de bilhetes, podendo cada jogo ter
ainda uma ou mais emissões.
A
Raspadinha tem várias categorias de prémios, permitindo desde a recuperação do
valor mínimo do bilhete (€1 na rede física e €0,10, no canal digital) até
ao valor máximo definido no plano de prémios de cada jogo, sendo na rede física
um máximo de €1.000.000 e no canal digital um máximo de €504.000.
O
apostador deve manter o bilhete físico de Raspadinha intacto e válido, sob pena
de perder o direito ao prémio. Também a zona de raspar reservada aos serviços
competentes deve ser preservada.
No
canal digital, os prémios atribuídos podem sempre ser reclamados desde que o
apostador aceite e cumpra as Condições
de Utilização do Cartão de Jogador.
Para
jogar na Raspadinha física, basta adquirir um bilhete em
qualquer mediador dos Jogos Santa Casa, raspar a área de jogo e verificar se é
premiado ou não, de acordo com as instruções. Na frente do
bilhete, constam informações como o nome do jogo, o preço, a área de jogo
e as respetivas instruções. Já o verso do bilhete apresenta o número, a
emissão, o plano de prémios, o extrato do regulamento do jogo, assim como a
probabilidade média de ser contemplado com um bilhete premiado no mesmo. A
distribuição dos prémios é realizada aleatoriamente, obedecendo sempre a um
conjunto de critérios que garantem uma distribuição equitativa dos prémios ao
longo da emissão do jogo.
Quanto aos jogos da Raspadinha digital, basta ao apostador efetuar o login na sua conta de utilizador, clicar no botão “Raspadinha” e selecionar o jogo pretendido. É ainda possível obter informações sobre “Como Jogar” ou sobre o “Plano de Prémios” do jogo selecionado. No canal digital a distribuição dos prémios da Raspadinha é realizada com base em algoritmos matemáticos complexos que determinam a obtenção, ou não, de prémios, tendo por base um plano de prémios predefinido. Por forma a garantir a aleatoriedade da distribuição dos prémios, os nossos sistemas informáticos são, periodicamente, auditados por entidades independentes que atestam a confidencialidade, integridade, disponibilidade e autenticidade destes algoritmos.